O DIA EM QUE A TERRA PAROU…

 

Essa música foi composta em 1977 por Raul Seixas e Claudio Azeredo e fez o maior sucesso na voz de Raul Seixas. Ao ouvi-la hoje, nessa pandemia mundial, temos que reconhecer que eles foram intuitivos na previsão. E que só aconteceu 43 anos depois. Voltou com uma conotação bem mais ampla “Os Meses Que a Terra Parou…” para enfrentar o Covid-19. De fato, as cidades ficaram quase vazias. Passamos a seguir regras, decretos de toda ordem, mesmo os intransigentes. Nos aninhamos dentro de casa, só se sai por necessidade. O padrão passou ser farmácia, mercado, cozinhar/comer e se reinventar-único horizonte positivo. Ah! Passar álcool gel virou rotina. Estar mascarado já é modismo, acessório. A saudade da normalidade aperta. Nem nos dávamos conta que “éramos felizes.”

Sentimos saudade e como sentimos do movimento das ruas, do encontro com amigos, dos apertos de mãos, dos abraços, até do burburinho de locais públicos, dos eventos, das comprinhas no Paraguai e do vinho e queijo da Argentina. E nessa parada da terra, até as Cataratas do Iguaçu diminuíram sua vazão de tanto chorar de tristeza.

O que brotou de forma universal é a valorização dos profissionais de saúde, da ciência, da pesquisa, do produtor rural, do agronegócio e de quem faz todo tipo de transporte. E como estrelas que brilham com toda a intensidade são os gestos de solidariedade e ações humanitárias.

 Mesmo que estamos voltando, aos poucos, à normalidade, não seremos mais os mesmos- uma lição de repensar a família, a comunidade e o mundo. (Da Redação Mirtis-inspirada na Revista Pitoco)  

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