Minha curiosidade brotou sobre esse personagem eclético que reside em Matelândia (PR) desde 1998, vindo de Pato Branco (PR), empresário do Hotel Faeli, quando seu irmão José Carlos de Lima me repassou o livro SOB A SOMBRA DO CINAMOMO para fazer parte da coleção que faço de escritores da região na Memória da Mídia Impressa.. Fiquei encantada desde o primeiro parágrafo onde se lê: “Antes que o mundo me chamasse pelo nome, já estavam os gritos de quem me antecedeu, misturados ao sopro áspero do vento nos campos e ao rasgar os portões de madeira que guardavam segredos de gerações”.
Li o livro de 315 páginas em uma semana o que aguçou a vontade profissional de fazer registro nesse site, que acabou acontecendo nesse dia 20 de abril na residência do autor. Foi surpreendente. Um local bem família onde vive com a esposa Eliete, várias motos de tamanhos e marcas que guardam os segredos de percorrerem o mundo, quadros de artes e fotos das viagens em vários compartimentos da casa. E em espaço especial suas outras três obras sobre sua volta ao mundo:
1º NAS TRILHAS DA AMÉRICA DO SUL sobre sua primeira viagem pelo Brasil e América do Sul;
2º CAMINHOS DE UM MOTOCICLISTA sobre viagem ao Alaska;
3º VOLTA COMPLETA AO MUNDO.
INSPIRAÇÃO – Disse que nunca teve inspiração literária, começou a escrever para guardar a memória das viagens. Reafirmou: “O TEMPO APAGA A MEMÓRIA, A ESCRITA PERPETUA A HISTÓRIA”. Já o livro Sob a Sombra do Cinamomo, diz que nasceu assim que sua mãe faleceu. Foi um grande choque, o mundo desabou. “Ela era meu refúgio, meu porto seguro”. Não voltou mais a casa paterna (o pai já tinha falecido)- não encontrava razão de voltar. Lembrava que sua mãe falava que os filhos, netos e bisnetos deveriam registrar o passado. Essa lembrança o conduziu a Itapema (SC) onde sabia que sua irmã Zeli tinha um “bauzinho” que pertencia a saudosa mãe. Qual foi a surpresa ao abri-lo, encontrou fotos amareladas pelo tempo, documentos, manuscritos da vida dela. Trouxe essas relíquias para Matelândia e se trancou por horas e dias em casa por oito meses conforme a disponibilidade e foi assim que nasceu o livro. Afirmou: “O relato é muito visceral, como se fosse psicografado”. Quando terminou passou admirar sua mãe ainda mais.
LIVRO – O livro SOB A SOMBRA DO CINAMOMO foi escrito sem intenções comerciais, doa a familiares e amigos. Dizendo que se destina às gerações futuras para entenderem as origens. João Batista de Lima sempre foi um leitor eclético da literatura, como ele mesmo afirma, desde romances aos livros de ficção e suspense. Formado em Administração Rural, Educação Física e Economia- desse curso pós graduação. Disse que continua escrevendo, mas não publica. Entende que “a escrita é conversa comigo mesmo”. Quanto a viagens, afirmou que motociclista não para de viajar. Até que tiver força física, continuará. “Viajar não tem idade” conclui.
Casado com Eliete Zocchi de Lima (que o acompanha nas viagens) tem dois filhos Pamela (personal banker – atua no mercado financeiro) e Pablo é médico. Para alegria a netinha Flor.
MENSAGEM – “O mundo precisa ler mais literatura de qualidade para ter um entendimento mais equilibrado da vida”. *Da Redação jornalista Mirtis

Livros editados- um primor da literatura

João e uma de suas potentes motos

Autografando sua obra prima Sob a Sombra do Cinamomo

Subindo o Monte Roraima entre Brasil, Venezuela e Guiana

Caminho de Santiago de Compostela na Espanha

O mundo que já percorreu- 42 países

Com a esposa Eliete em Portugal
